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domingo, 28 de setembro de 2008

Tesouros Perdidos

Junte os mapas e arrume a mochila. Há pelo mundo tesouros milionários sumidos há séculos. Saiba quais são os principais e onde eles devem estar.

Quando criança, o alemão Heinrich Schliemann ganhou de Natal o livro História do Mundo, de George Ludwig Jerrer. Nada muito diferente dos garotos de sua idade. Schliemann adorava ler contos de exploradores e aventureiros que saíam pelo mundo em busca de tesouros perdidos. A diferença é que a obra provocou o garoto a transformar o sonho em realidade. Ele cresceu, estudou arqueologia e se tornou o maior caçador de tesouros do século 19. Em 1870, descobriu na Turquia ruínas de 9 cidades diferentes empilhadas, com restos arqueológicos que iam do final do Neolítico até a época romana, e que ficavam exatamente onde Homero apontou a cidade de Tróia. A descoberta fez o mundo perceber que as histórias de Homero não eram apenas imaginação, como até então se pensava. Schliemann ficou tão famoso que, um século depois, inspirou o personagem Indiana Jones. Se você também quer encarnar o espírito de arqueólogo aventureiro, o BLOG AREA CONFIDENCIAL o convida a conhecer os 6 tesouros mais cobiçados da história. A expedição começa na América Latina e termina no Oriente Médio. Mas leia rápido: quem encontrá-los primeiro, fica milionário!!!


1. Os cofres do Capitão Kidd
Caçador de tesouro que se preza não deixa de fora as inúmeras rotas dos piratas, os marinheiros sanguinários que tocaram o terror pelos mares entre os séculos 15 e 19. Boa parte dos mitos se deve a apenas um pirata: o inglês William Kidd. Em 1696, escalado pelo rei da Inglaterra para inibir contrabandos dos franceses na região de Madagascar, na África, o corsário se converteu à pirataria, saqueando navios de nações aliadas que vinham das Índias abarrotados de ouro, prata e pólvora. Desde 1699, quando foi capturado e posteriormente enforcado, conta-se que Kidd teria enterrado parte das cargas roubadas em alguma ilha. Richard Zacks, no livro The Pirate Hunter (“O Caçador de Piratas”) documenta as várias expedições montadas para descobrir o local. O mergulhador Barry Clifford é o mais insistente. Há 6 anos, ele aparece toda hora nos jornais anunciando ter achado os destroços do navio mais famoso de Kidd, o Adventure Galley, afundado na ilha de Madagascar em 1698. Por enquanto, as pistas não levaram a nenhuma conclusão.

A razão da lenda em torno de Kidd são as quantias enormes de dinheiro encontradas com ele. Quando foi preso, a Coroa britânica tirou de Kidd uma embarcação lotada de moedas de ouro e prata, rubis, diamantes e sacos de açúcar, que na época valiam como pedras preciosas. Se essa carga existiu, será que Kidd teve outras? “Em geral, os piratas torravam tudo o que amealhavam no primeiro desembarque, com bebidas, jogos e mulheres”, afirma o historiador Eduardo San Martin, autor de Terra à Vista – Histórias de Náufragos na Era do Descobrimento.
Esse argumento não é aceito por alguns desbravadores, que ainda hoje tentam arrecadar fundos para novas expedições. A fonte de esperança deles são mapas encontrados nos anos 30 por dois irmãos britânicos, Guy e Hubert Palmer. A dupla era famosa por negociar relíquias de piratas e documentos da história marítima. Na época, até se achava que os mapas podiam ser do pirata William Kidd. Mas o Museu Britânico de Londres já provou que são todos forjados.

2. A grana de Pancho Villa
Já que estamos perto, vale dar uma passadinha pela cordilheira do México. No começo dos anos 1900, quase toda a população rural do país era constituída de sem-terra. Essa estatística provocou uma carnificina batizada de Revolução Mexicana, em que camponeses liderados por Emiliano Zapata, ao sul, e Doroteo Arango, ao norte, guerreavam entre si e contra a elite latifundiária. A idéia era entregar as armas só quando o governo desse as terras aos pobres.
Doroteo Arango é o nome de quem o mundo conhece como Pancho Villa, eternizado pelo cinema de Hollywood como o Robbin Hood latino. O folclore local conta que, depois de saquear cidades e cofres de banqueiros e grandes comerciantes mexicanos, Pancho repartia com a tropa uma parte do dinheiro arrecadado. A outra parte seria escondida em buracos de pelo menos 2 metros de profundidade.

O esquema seria seqüestrar mais ou menos 10 policiais em cada localidade e obrigá-los a carregar o tesouro até os esconderijos. Lá, eram mortos e, em seguida, enterrados nos buracos cavados por eles próprios. “Pancho conhecia muito bem a sierra Madre. Quando a usava como refúgio, era muito difícil alguém encontrá-lo”, diz o historiador americano Jeff Biggers.
Com o fim da guerra, em 1920, Pancho teria passado a redescobrir esses esconderijos e sacar os tesouros para juntá-los numa única vala na região de sierra Madre. Não teve tempo, entretanto, de desfrutar da polpuda aposentadoria. Em 1923, o guerrilheiro foi assassinado com 47 tiros numa emboscada armada pelo governo mexicano.

Em 1929, algumas sepulturas foram encontradas nos lugares onde deveria estar também o tesouro de Pancho. Se é que ele existe, é mesmo difícil de achá-lo. A sierra Madre é uma seqüência de desfiladeiros e montanhas que cruzam 8 estados mexicanos e 5 territórios indígenas. A fim de encarar?

3. Os Tesouros da fragata La Aurora
Dá pra fazer uma expedição mais em conta no Uruguai. A baía de Montevidéu guarda pelo menos 250 barcos afundados. Durante o século 17, galeões saíam a toda hora de El Callao (cidade portuária do Peru) cheios de cargas de prata vindas de toda a cordilheira dos Andes. De lá, eles desciam por rio até o estuário formado pelos rios Paraná e Uruguai, que separa Uruguai e Argentina e ficou conhecido como rio da Prata. O metal era tão importante para a região que o próprio nome da Argentina vem dela (prata é argentum, em latim). Montevidéu era a última escala dos barcos antes de cruzarem o Atlântico rumo à Espanha. Mas, com tempestades e ataques de piratas, era muito comum os navios afundarem por ali mesmo. Conhecido como “o inferno dos marinheiros”, o “La Plata” virou o maior depósito de tesouros submersos da América do Sul.

Hoje, o maior explorador da região é o argentino Rubén Collado. “Meu objetivo é achar a fragata La Aurora, que tinha 70 toneladas de moedas de prata e está na baía de Piedras del Pedro [próximo a Montevidéu] esperando alguém achá-la”, diz Collado, que em 1960 vendeu todo o seu patrimônio para dar inicio à empreitada. A La Aurora se quebrou em pedaços numa tempestade no dia 17 de agosto de 1772. Em 1880, uma dragagem do porto da região acabou erguendo uma barra de prata procedente das minas do Chile, identificada como parte da carga do navio. Collado ainda não encontrou a La Aurora, mas durante as buscas já resgatou alguns veleiros recheados de tesouros, como o Nuestra Señora de La Luz, localizado na praia de Carrasco, e o El Francia, na desembocadura do rio Santa Lucía, afluente do Prata.
Os trabalhos estão concentrados no lado uruguaio do rio da Prata. É que a Argentina proíbe a exploração do seu território pela iniciativa privada. Já o Uruguai autoriza as buscas – só exige como imposto 50% das riquezas encontradas.

4. A fortuna da armada britânica
Em 1694, Inglaterra, Espanha, Suécia e Holanda enfrentavam uma guerra sangrenta contra a França – a Guerra do Palatinado. O poderoso Exército francês, capitaneado pelo rei Luís 14, tentava tomar o controle de toda a Europa promovendo invasões aos Países Baixos, Áustria e Luxemburgo. Quando a frota francesa se preparava para atacar o Palatinado (lado ocidental da Alemanha e parte do Sacro Império Romano, então uma região rica e aliada da Igreja Católica), a liga dos países inimigos se formou.

Mesmo sendo dona da mais temida marinha da época, a Inglaterra precisava fortalecer a armada para conter os franceses no Mediterrâneo. A sudeste da França (hoje Itália), havia um duque dono de um território estratégico e aliado britânico. Os ingleses não pensaram duas vezes: encheram os porões do navio HMS Sussex com presentes para convencê-lo a entrar na batalha. Eram mais de 9 toneladas de moedas de ouro.

O navio partiu de Londres em 18 de fevereiro com destino ao litoral francês no Mediterrâneo. No dia 19, ao atravessar o estreito de Gibraltar, ele não suportou a força de uma tempestade e afundou. Ninguém teve notícia da fortuna ou dos 500 tripulantes até ser descoberta uma carta, em 1995, escrita na época por um espião que relatara o acontecido ao rei francês. Desde então, é um dos navios naufragados mais cobiçados (as moedas renderiam hoje cerca de € 4 bilhões).
O navio é um dos poucos próximos de ser resgatados. A empresa americana Odyssey Marine Exploration, associada ao Museu Naval da Inglaterra, lidera a corrida, que começou em 2006, depois de 8 anos de pesquisa. “Examinamos o local e temos fortes indícios de que o HMS Sussex está mesmo afundado em Gibraltar”, diz Greg Stemm, co-fundador da Odyssey. Neste momento, um robô submarino conduz as escavações a 900 metros de profundidade.

5. A tumba de Cleópatra
Explorado por pesquisadores há séculos, o Egito ainda guarda segredos arqueológicos. O maior deles é a tumba de Cleópatra, a legendária rainha que seduziu os generais Júlio César e Marco Antônio. Segundo o mergulhador francês Franck Goddio, do Instituto Europeu de Arqueologia Submarina de Paris, “é provável que o seu sarcófago tenha sido destruído por uma série de terremotos e inundações que abalou a capital Alexandria por volta do século 4”. Goddio tem em seu currículo a descoberta do palácio da rainha, achado em 1996 nas águas do Mediterrâneo. Para ele, os restos da tumba devem estar submersos em algum ponto próximo à costa egípcia. Ou então soterrados pelos escombros da antiga Alexandria – a mesma cidade, aliás, onde também estaria escondido o mausoléu de seu fundador, Alexandre, o Grande (356-323 a.C.).
Há dois anos, um grupo de arqueólogos franceses e egípcios achou no Cairo, a 200 quilômetros da capital, mais de 50 múmias de pessoas que viveram durante a dinastia ptolomaica, a mesma de Cleópatra. Não foi dessa vez, entretanto, que puseram as mãos na que pode ser a maior descoberta arqueológica de todos os tempos.

Segundo narrativas de Plutarco, historiador grego que viveu entre os anos 50 e 120, a rainha grega do Egito mandou juntar em seu túmulo toda a riqueza acumulada no trono, que consistia em peças de ouro e prata e até armas e embarcações – tradicionais possessões hereditárias dos reis egípcios.

Pode ser, entretanto, que não haja nada. “Especula-se que Otávio, conquistador do Egito, tenha se apoderado da maior parte do que era valioso”, diz Julio Gralha, egiptólogo da UFRJ. Esse período é assim mesmo, nebuloso. Até a forma como Cleópatra morreu é uma grande lacuna. “Mal sabemos se ela se matou mesmo por envenenamento, menos ainda se os tesouros de fato foram enterrados com ela”, diz Julio.

6. As minas do rei Salomão
Assim como no Egito, algumas cidades de Israel foram destruídas e reconstruídas várias vezes. Mas o país é muito menos explorado pelos caçadores de tesouros. Como o governo israelense gasta muito em ações militares, os pesquisadores costumam pagar do próprio bolso as escavações, limitação que faz do país um depósito gigantesco de riquezas antigas não resgatadas. A maior parte delas vem do tempo de Salomão, que reinou em Israel durante o século 10 a.C.
A lenda em torno dos tesouros do rei Salomão existe desde os relatos da Bíblia. Nos Salmos, Jeová indica a Salomão a localização dos diamantes de Ofir, a “terra de gigantes”. Alguns historiadores chegam a especular que Ofir pode ser uma referência ao Sudão, cujos nativos eram bastante altos. Já a idéia das minas do rei Salomão não passa de uma invenção propagada pelo inglês Henry Rider Haggard na obra As Minas do Rei Salomão, escrita em 1885.

Mesmo assim, o rei Salomão motiva dezenas de buscas arqueológicas. Descrito na Bíblia como um dos mais poderosos reis hebreus, fundador do reino de Israel, Salomão controlava rotas comerciais para o Egito, Europa e para o Oriente. Também tinha grandes fortes em cidades como Megido, Hazor, Gezer e Jerusalém. A construção mais famosa, e aquela que os pesquisadores mais sonham achar, é o Templo de Salomão, local de rituais judaicos onde teria sido guardada a Arca da Aliança com as tábuas dos 10 mandamentos de Deus. Nada mal, não? Em Tel Rehov, o principal sítio arqueológico do norte de Israel, pesquisadores da Universidade Ben-Gurion estão usando o teste de carbono-14 para datar ruínas de monumentos que podem comprovar as histórias bíblicas sobre Salomão. Eles ainda estão longe de descobrir grandes tesouros, que se resumem até o momento a uns vasinhos de cerâmica. De qualquer forma, se esses artefatos passarem por todos os testes de autenticidade, se tornarão valiosíssimos.

*O TEXTO LIDO ACIMA PERTENCE A REVISTA SUPERINTERESSANTE

sexta-feira, 25 de janeiro de 2008

A Ordem Demolay

Como havia prometido, irei abordar hoje a história da Ordem Demolay, desde o tempo dos templários até os dias atuais.

Jacques DeMolay (esse homenzinho ai de cima), nasceu em Vitrey, na França, no ano de 1244. Pouco se sabe de sua família ou sua primeira infância. Sabe-se que na idade de 21 anos, ele tornou-se membro da Ordem dos Cavaleiros Templários
A Ordem participou destemidamente de numerosas Cruzadas, e o seu nome era uma palavra de ordem de heroísmo, quando, em 1298, DeMolay foi eleito Grão Mestre. Era um cargo que o classificava como e muitas vezes acima de grandes lordes e príncipes. DeMolay assumiu o cargo numa época em que a situação para a Cristandade no Oriente estava ruim. Os infiéis sarracenos haviam conquistado os Cavaleiros das Cruzadas e capturado a Antioquia, Trípoli, Jerusalém e Acre. Restaram somente os "Cavaleiros Templários" e os "Hospitalários" para confrontarem-se com os sarracenos. Os Templários, com apenas uma sombra de seu poder anterior, se estabeleceram na ilha de Chipre, com a esperança de uma nova Cruzada. Porém, as esperanças de obterem auxílio da Europa foram em vão pois, após 200 anos, o espírito das Cruzadas havia-se extinguido.
Os Templários foram fortemente entrincheirados na Europa e Grã-Bretanha, com suas grandes casas, suas ricas propriedades, seus tesouros de ouro; seus líderes eram respeitados por príncipes e temidos pelo povo, porém não havia nenhuma ajuda popular para eles em seus planos de guerra. Foi a riqueza, o poder da Ordem, que despertou os desejos de inimigos poderosos e, finalmente, ocasionou sua queda.
Em 1305, Felipe, o Belo, então Rei de França, atento ao imenso poder que teria se ele pudesse unir as Ordens dos Templários e Hospitalários, conseguindo um titular controle, procurou agir assim. Sem sucesso em seu arrebatamento de poder, Felipe reconheceu que deveria destruir as Ordens, a fim de impedir qualquer aumento de poder do Sumo Pontificado, pois as Ordens eram ligadas apenas à Igreja.

O ano de 1305 encontra a Ordem dos Cavaleiros do Templo e a Ordem dos Hospitalários sediados na ilha de Chipre, pois os muçulmanos haviam retomado a Terra Santa. Ansiavam por uma última Cruzada, que jamais ocorreu. O rei da França Felipe de Valois, conhecido como “Felipe o Belo”, concebeu um plano voltado a apoderar-se da enorme riqueza dos Templários e ter perdoada sua enorme dívida para com a Ordem e assim amealhar recursos para seus projetos temporais de ampliação territorial sobre a Inglaterra. Para tanto precisava da aquiescência do papa Clemente V (Bernardo de Goth, ex-arcebispo de Bordeaux) que, imediatamente, concebeu o plano de unificar as duas Ordens rivais, ou subordinar todos aos Hospitalários. Convocou os dois Grãos Mestres de ambas as Ordens a um encontro em Paris. O Grão Mestre dos Hospitalários deu uma desculpa convincente e faltou ao encontro. Jacques De Molay, Grão Mestre dos Templários, então contando quase 70 anos de idade, compareceu ao encontro com dois documentos: um plano detalhado para uma nova Cruzada (que presumia ser o principal motivo da convocação) e um arrazoado explicando as diferenças e motivos que considerava relevantes para manter Templários e Hospitalários como ordens distintas.
De Molay foi recebido com todas as honras em Paris. Durante dois anos – período durante o qual Felipe de Valois ficou de apresentar sua decisão final sobre os dois documentos trazidos por Jacques De Molay – Guilherme de Nogaret, ministro de Felipe “o Belo”, arquitetou o plano para aprisionar a um só tempo todos os Templários em todos os pontos da Europa. Foram expedidas cartas lacradas aos senescais (líderes políticos e religiosos locais) de todas as paróquias com ordens expressas de somente abri-las a 12 de setembro de 1307. Naquela data, Jacques De Molay contava-se entre os maiores nobres da Europa a carregarem o caixão da princesa Catarina, falecida esposa do irmão do rei Felipe, Carlos de Valois. No mesmo momento em que o Grão Mestre dos Templários participava deste solene evento fúnebre em companhia dos nobres, não havia meios que lhe permitissem saber da trama, menos ainda do conteúdo das cartas que, abertas, tornariam a sexta-feira 13 (naquele caso de setembro de 1307) o dia mais aziago do ano: 15 mil homens (o número total de Cavaleiros Templários) deveriam ser aprisionados em grilhões especialmente confeccionados e despachados a todos os pontos com esta finalidade.

DeMolay e milhares de outros Templários foram presos e atirados em calabouços. Foi o começo de sete anos de celas úmidas e frias e torturas desumanas e cruéis para DeMolay e seus cavaleiros. Felipe forçou o Papa Clemente V a apoiar a condenação da Ordem, e todas as propriedades e riquezas foram transferidas para outros donos. O Rei forçou DeMolay a trair os outros líderes da Ordem e descobrir onde todas as propriedades e os fundos poderiam ser encontrados. Apesar do cavalete e outras torturas, DeMolay recusou-se.

Finalmente, em 18 de março de 1314, uma comissão especial, que havia sido nomeada pelo Papa, reuniu-se em Paris para determinar o destino de DeMolay e três de seus Preceptores na Ordem. Entre a evidência que os comissários leram, encontrava-se uma confissão forjada de Jacques DeMolay há seis anos passados. A sentença dos juizes para os quatro cavaleiros era prisão perpétua. Dois dos cavaleiros aceitaram a sentença, mas DeMolay não; ele negou a antiga confissão forjada, e Guy D'Avergnie ficou a seu lado. De acordo com os costumes legais da época, isso era uma retratação de confissão e punida por morte. A comissão suspendeu a seção até o dia seguinte, a fim de deliberar. Felipe não quis adiar nada e, ouvindo os resultados da Corte, ele ordenou que os prisioneiros fossem queimados no pelourinho naquela tarde.
Quando os sinos da Catedral de Notre Dame tocavam ao anoitecer do dia 18 de março de 1314, Jacques DeMolay e seu companheiro foram queimados vivos no pelourinho, numa pequena ilha do Rio Sena, destemidos até o fim. Apesar do corpo de DeMolay ter perecido naquele dia, o espírito e as virtudes desse homem, para quem a Ordem DeMolay foi denominada, viverão para sempre.
"Embora o corpo de DeMolay tivesse sucumbido aquela noite, seu espírito e suas virtudes pairam sobre a Ordem DeMolay, cujo nome em sua homenagem viverá eternamente."
Jacques DeMolay, com 70 anos, durante sua morte na fogueira intimou aos seus três algozes, a comparecer diante do tribunal de Deus, e amaldiçoando-os, bem como aos descendentes do Rei da França, Filipe "O Belo":

A Maldição lançada por Jacques DeMolay

No momento em que era amarrado no pelourinho, DeMolay gritava:"

- Vergonha! Vergonha! Vós estais vendo morrer inocentes. Vergonha sobre vós todos". Enquanto DeMolay queimava na fogueira, ele disse suas últimas palavras:"- Nekan, Adonai!!! Papa Clemente... Cavaleiro Guillaume de Nogaret... Rei Filipe; Intimo-os a comparecerem perante o Tribunal do Juiz de todos nós dentro de um ano para receberdes o seu julgamento e o justo castigo. Malditos! Malditos! Todos malditos até a décima terceira geração de suas raças!!!

Após essas palavras, Jacques DeMolay, inclinou a cabeça sobre o ombro e entregou sua alma ao Pai Celestial. Do Palácio Real, Filipe assistia a morte de DeMolay e ouvira suas palavras. Ficou em silêncio mas bastante assustado. Mais tarde comentou com Nogaret:

"Cometi um erro, devia ter mandado arrancar a língua de DeMolay antes de queimá-lo."

Quarenta dias depois, Filipe e Nogaret recebem uma mensagem: "O Papa Clemente V morrera em Roquemaure na madrugada de 19 para 20 de abril, por causa de uma infecção intestinal", Filipe e Nogaret olharam-se e empalideceram. Rei Filipe IV, o Belo, faleceu em 29 de novembro de 1314, com 46 anos de idade, quando caiu de um cavalo durante uma caçada em Fountainebleau. Guillaume de Nogaret acabou falecendo numa manhã da terceira semana de dezembro, envenenado. Após a morte de Filipe, a sua dinastia, que governava a França a mais de 3 séculos, foi perdendo a força e o prestígio. Junto a isso veio a Peste Negra e a Guerra dos Cem Anos, a qual tirou a dinastia dos Capetos do poder, passando para a dinastia dos Valois. Hoje tomamos Jacques DeMolay como símbolo de lealdade e tolerância e lembramos dos seus feitos de coragem, homenageando-o, colocando o seu nome em nossa Ordem.

Sinistro, não?

Os gases letais interromperam o anátema, DeMolay dobrou-se e perdeu os sentidos. O impacto inesperado deixou a multidão estarrecida. Não esperavam essa reação, mas cada um sentiu em si o peso da injustiça e a certeza que a maldição se cumpriria. Quarenta dias depois, Felipe e Nogaret receberam uma mensagem "o Papa Clemente morrera". Felipe e Nogaret olharam-se e empalideceram, no pergaminho dizia que a morte ocorrera entre o dia 19 e 20 de abril. O Papa Clemente morreu pôr ingerir esmeraldas reduzidas a pó( para curar sua febre e um ataque de angústia e sofrimento) que provavelmente cortaram seus intestinos. O remédio foi receitado por médicos desconhecidos, quando retornava a sua cidade natal. Guilherme de Nogaret veio a falecer numa manhã da terceira semana de Maio, envenenado por uma vela feita por Evrard, antigo Templário, com a ajuda de Beatriz d'Hirson. O veneno contido na vela era composto de dois pós; de cores diferentes:

- Cinza: Cinzas da língua de um dos irmãos de d'Aunay , elas tinham um poder sobrenatural para atrair o demônio.

- Cristal Esbranquiçado: "Serpente de faraó" Provavelmente sulfocia de mercúrio. Gera por

combustão: Ácido Sulfúrico, vapores de mercúrio e compostos anidridos podendo assim provocar intoxicações. Morreu vomitando sangue, com câimbras, gritando o nome daqueles que morreram por suas mãos. Felipe o Belo veio a morrer em 27 de Novembro de 1314, com 46 anos de idade, em uma caçada. Saiu a caçar com seu camareiro, seu secretário particular e alguns familiares na floresta de Pont-Sainte-Maxence. Sempre acompanhado de seus cães foram em busca de um raro cervo de 12 galhos visto perto ao local. O rei acabou perdendo-se do grupo e encontrou um camponês que o ajuda a localizar o cervo. Achando-o e estando pronto a atacar-lhe percebeu uma cruz que brilhava, começou a passar mal e caiu do cavalo. Foi achado por seus companheiros e levado de volta ao palácio repetindo sempre " A cruz, a cruz.." Pediu como o Papa Clemente em seu leito de morte que fosse levado a sua cidade natal ; no caso do rei, Fontainebleau. " A mão de Deus fere depressa, sobretudo quando a mão dos homens ajuda" teria dito um dos Templários remanescentes, jurando vingança. (Fonte:Ordem Demolay)

Pré-requisitos para ser membro de um Capítulo DeMolay

1. Ter menos de 21 e pelo menos 12 anos de idade completos;
2. Professar sua crença em Deus e reverenciar Seu Santo Nome;
3. Afirmar lealdade a seu País e respeito à Bandeira Nacional;
4. Aderir à prática de moral pessoal;
5. Fazer votos de seguir os elevados ideais típicos das Sete Virtudes Cardeais da Coroa da Juventude;
6. Aprovar a filosofia da Irmandade Universal e a nobreza de caráter e exemplificada pela vida e morte de Jacques DeMolay;
7. Estar ciente que o ingresso na Ordem DeMolay não lhes garantirá no futuro a iniciação em um Corpo Maçônico.

As Sete Virtudes Cardeais de um DeMolay

A Ordem DeMolay invoca sete luzes que iluminam seus caminhos conforme passam pela estrada da vida, simbolizando tudo que é bom e correto, tudo o que juram ser a base de suas vidas:
01. Amor Filial : O amor entre pais e filhos.
02. Reverência pelas Coisa Sagradas : O respeito pelo que é sagrado. Principalmente o amor que temos pelo nosso Pai Celestial.
03. Cortesia : O que ilumina a nossa vida. A nossa Educação.
04. Companheirismo : O amor que temos por nossos irmãos e amigos, que mantêm vivos os ideais de nossa Ordem.
05. Fidelidade : Cumprir, conscientemente seus compromissos junto a seus ideais, a seus irmãos e amigos e ao Pai Celestial.
06. Pureza : De pensamentos, palavra e ações.
07. Patriotismo : Amor e respeito por sua pátria, seu povo, suas origens. É a busca de ser sempre um bom cidadão, respeitando as leis de seu Pais.

Interessante, não?, Comentem!!!

quarta-feira, 23 de janeiro de 2008

A história da Ordem dos Templários



Hoje, ao chegar em casa senti que alguma coisa estava faltando no blog, um assunto que é de conhecimento de poucos, A História da Ordem dos Templários!


Sei que este assunto interessa a várias pessoas, então aproveitem!



A Ordem dos Templários, como poucos sabem foi fundada em Junho de 1118, em Jerusalém por Hugues de Payens e Gogofredo de Saint Omer. Apelidada de "Pobres Cavaleiros de Cristo e do Templo de Salomão", A Ordem dos Templários, tinha o objetivo de protejer Jerusalém das pessoas de má fé, guardar o Santo sepulcro e protejer os peregrinos que vão á Terra Santa.Os Templários juraram pobreza, castidade e obediência; não aceitavam adeptos, porém a Ordem dos Templários foi uma das mais ricas instituições posteriormente e contavam com milhares de adeptos. A Ordem era constituída de vários graus e a mais importante foi a dos cavaleiros, descendentes de alta estirpe em sua maioria. Tinham também clérigos ( bispos, padres e diáconos) e outras duas classes de irmãos servidores, os criados e artífices.


Baldwuin II, rei de Jerusalém, recebeu a ambos e mais sete templários nos alojamentos das estrebarias do Templo de Salomão onde permaneceram por nove anos e seus trabalhos e pesquisas permaneceram secretos. Eles retornaram à Europa plenos de glória e mistérios e seu retorno coincidiu com a construção das primeiras catedrais góticas.

Este relato é, no mínimo, intrigante. Como nove membros da nobreza conseguiriam proteger peregrinos, guardar o Santo Sepulcro e, pior, defender Jerusalém? Além do mais, não se admitia outros membros nessa época. Na verdade, esta Ordem foi criada por uma outra Ordem e esses nobres permaneceram dentro do Templo de Jerusalém para uma cumprir uma missão. Missão definida e claramente apoiada pelo rei de Jerusalém, Baldwuin II que era na verdade, um descendente da nobreza francesa, da casa d’Anjou.

Por trás da Ordem do Templo, se ergueram figuras míticas de personagem bem curiosos, que inspiraram o ideal Sinárquico Templário do Oriente em conjunção com os Ismaelitas do Velho da Montanha, os cabalistas, judeus da Espanha muçulmana, as ordas do Khanat de Gengiskan, os cavaleiros árabes de Saladino, entre outros, que prefiro não citar. Um ímpeto espiritual sem precedentes na história medieval.

Mais tarde, no século XII Jerusalém foi tomada de assalto, o que também descaracterizou a principal missão externa da Ordem do Templo.

São Bernardo de Clairvaux, fundador da Ordem Cistercense, foi o patrono dos templários e recebeu de presente várias propriedades pertencentes aos templários. Ele pediu a cooperação da Ordem, através de Hugues de Payen(um dos fundadoress da ordem), para reabilitar os ladrões, sacrílegos, assassinos, perjuros e adúlteros, porém que estivessem dispostos as se alistar nas fileiras das cruzadas pela libertação da Terra Santa.

*OBS: ou seja, eles reabilitavam seus inimigos!

Essa historinha de doações de terra durou até o momento em que eles começaram a aferir seus poderes, e só puderam reder obediência ao Papa e ao Grão-mestre.

Uma informação deve ser acrescentada: O Vaticano, em Roma, está por cima do cemitério onde supostamente Pedro, o Apóstolo foi enterrado após ser crucificado de cabeça para baixo. A autoridade Papal é baseada no fato de Jesus Ter chamado Pedro de "rocha", que ele daria continuidade a mensagem externa de Jesus.

Os templários, por sua vez, possuíam a missão de guardiães da mensagem interna,ou seja,da arca da aliança, tesouros espirituais e, dos segredos da genealogia de Jesus que, descendendo da linhagem de Davi, via Salomão era, além do Messias Prometido, um rei de fato. Eram mais afeitos à João que , segundo relato bíblico, recebeu de Jesus a linhagem ou seguidores da linhagem, já que Jesus solicitou a João que cuidasse de Maria, sua mãe e vice-versa..

Chegaram a ser grandes financistas e banqueiros internacionais, cuja riquezas chegaram a o seu apogeu no século XIII. Rpresentaram papel importante na igreja, particurlamente nos concilios.

Após a tomada de Jerusalém pelos sarracenos, em 1291 adveio a queda do reino latino; o quartel general da Ordem foi transferida da Cidade Santa para Chipre, e Paris passou à categoria de seu principal centro na Europa.

Embora a Ordem tenha sido abalada em sua razão de ser quando o túmulo de Cristo passou para os muçulmanos, ainda era poderosamente rica e, a corte da França além do Papa deviam dinheiro a eles e passaram a ser cobiçados pelo rei francês, Felipe, o Belo. Esse rei confiscou os haveres dos lombardos e judeus e os expulsou do país. Os templários corriam perigo pois o imenso patrimônio (150.000 florins de ouro, 10.000 casa ou solares, inúmeras fortalezas, pratarias, vasos de ouro, entre outras preciosidades. Trinta mil simpatizantes em 9.000 comendadorias entre Palestina, Antióquia, Tripoli, França, Sicília, Inglaterra, Escócia, Irlanda etc. Isto era apenas o que o rei sabia , em seu território.

Felipe e o Papa fizeram uma perigosa cilada, ajudada por opositores que, interessados na desmoralização da Ordem, contra ela, levantou graves acusações.

Daí, em 13 de outubro de 1307, numa Sexta feira, mandou prender todos os templários e seu grão-mestre, Jacques de Molay, os quais, submetidos à inquisição, foram por estes, acusados de hereges. Por meio de inomináveis torturas físicas, infligidas a ferro e fogo, foram arrancados desses infelizes as mais contraditórias confissões, que até hoje nós não sabemos quais foram!.

O Papa, desejoso de aniquilar a Ordem, mantendo a hegemonia da Igreja de S. Pedro, e livrar-se da dívida, convocou o Concílio de Viena em 1311, com esse fim mas não conseguiu. Convocou um outro, porém privado em 22 de novembro de 1312 e aboliu a Ordem, conquanto admitindo a falta de provas das acusações. As riquezas da Ordem foram confiscadas em benefício da Ordem de São João, mas é certo que uma grossa parcela foi parar nos cofres franceses de Felipe, o Belo.
A tragédia atingiu seu ponto culminante em 14 de março de 1314, quando o grão-mestre do templo, Jacques De Molay e Godofredo de Charney, preceptor da Normandia, foram publicamente queimados no pelourinho diante da Catedral de Notre Dame, ante o povo, como hereges impenitentes. Diz-se que o grão-mestre, ao ser queimado lentamente, voltou a cabeça em direção ao local onde se encontrava o rei e imprecou:

"Papa Clemente, Cavaleiro guilherme de Nogaret, rei Felipe...Convoco-os ao tribunal dos céus antes que termine o ano, para que recebam vosso justo castigo. Malditos, malditos, malditos!...Sereis malditos até treze gerações..." E de fato, antes de decorridos o prazo, todos estavam mortos.

QUE PRAGA HEIN?!!

Em Portugal, o rei D.Dinis não aceita as acusações; Na inglaterra, Escócia e Irlanda, os templários distribuíram-se entre a Ordem dos Hospitalários, monastérios e abadias. Na Espanha, o Concílio de Salamanca, declara unanimemente que os acusados são inocentes e funda a Ordem de Montesa. Na Alemanha e Itália a maioria dos Cavaleiros permaneceram livres. Tambem os rozacruzes, Grande Fraternidade Universal, OSTG (Ordem sagrada do Templo e do Graal.

A destruição da Ordem não suprimiu os ensinamentos mais profundos. A maçonaria e a Ordem DeMolay mantém a mística até os dias de hoje.

Falarei dessas duas ordens da proxima vez!!

COMENTEM!!!

sexta-feira, 4 de janeiro de 2008

...Percy Fawcett...

Vou-lhes apresentar Hoje, uma história que me intrigou muito, a história do arqueólogo Percy Fawcett e suas expedições, leiam e não percam o controle! shuahsusha...
O Coronel Percy Harrison Fawcett (18671925) foi um famoso arqueólogo e explorador britânico que desapareceu ao organizar uma expedição para procurar por uma civilização perdida na Serra do Roncador, Brasil.
Fawcett nasceu em 1867 na cidade de Devon, Inglaterra. Em 1886 entrou para a Royal Artillery e acabou escalado para trabalhar no Ceilão, onde conheceu sua esposa. Depois trabalhou como agente secreto britânico na África Meridional e aprendeu técnicas de sobrevivência na selva. Acabou por fazer amizade com os escritores H. Rider Haggard e Arthur Conan Doyle, que mais tarde utilizaram suas histórias como base para escreverem a obra "Lost World". Suas histórias também serviram de inspiração para a criação de aventuras envolvendo o personagem Indiana Jones.
A primeira expedição de Fawcett na América do Sul ocorreu em 1906 quando ele viajou ao Brasil para mapear a amazônia em um trabalho organizado pela Royal Geographical Society. Ele atravessou a selva, chegando em La Paz, na Bolívia em junho desse mesmo ano.
Fawcett realizou sete expedições entre 1906 e 1924. Ele tinha a habilidade de conquistar os povos que habitavam os locais explorados dando-lhes presentes. Ele retornou a Inglaterra para servir ao exército britânico durante a Primeira Guerra Mundial, mas logo após o fim da guerra retornou ao Brasil para estudar a fauna e arqueologia local.


Em 1925 convidou seu filho mais velho, Jack Fawcett, para acompanhá-lo em uma missão em busca de uma cidade perdida, a qual ele tinha chamado de "Z". Após tomar conhecimentos de lendas antigas e estudar registros históricos, Fawcett estava convencido que essa cidade realmente existia e se situava em algum lugar do estado do Mato Grosso, mais precisamente na Serra do Roncador. Curiosamente antes de partir ele deixou uma nota dizendo que, caso não retornasse, nenhuma expedição deveria ser organizada para resgatá-lo.



O seu último registro se deu em 29 de maio de 1925, quando Fawcett telegrafou uma mensagem a sua esposa dizendo que estava prestes a entrar em um território inexplorado acompanhado somente de seu filho e um amigo de Jack, chamado Raleigh Rimmell. Eles então partiram para atravessar a região do Alto Xingú, e nunca mais voltaram.
Muitos presumiram que eles foram mortos pelos índios selvagens locais. Porém não se sabe o que aconteceu. Os índios Kalapalos foram os últimos a relatar terem visto o trio. Não se sabe se foram realmente assassinados, se sucumbiram a alguma doença ou se foram atacados por algum animal selvagem.



Missões de resgate



Durante as décadas seguintes, foram organizadas várias expedições de resgate, porém nenhuma obteve resultado positivo. Tudo o que conseguiram foram coletar histórias dos nativos. Alguns disseram que eles foram mortos por indígenas hostis ou que animais selvagens os atacaram. Ouviram também algumas versões mais fantásticas dentre as quais destacam-se a história de que Fawcett teria perdido sua memória e estaria vivendo como chefe de uma tribo de canibais ou de que eles realmente encontraram a cidade perdida, mas foram impedidos de retornar para manter o segredo da existência de tal local.

Ao todo, cerca de 100 exploradores morreram tentando procurar pelos membros da expedição de Fawcett. Três expedições de resgate também desapareceram na mesma região, que continua praticamente inexplorada até os dias atuais.



A Suposta ossada do Cel. Fawcett

Em 1952, seis anos depois do primeiro contato com os índios Kalapalo, os índios confidenciaram a história dos exploradores que haviam sido mortos muitos anos antes quando passavam na região. A narrativa levava a crer que os exploradores eram Percy Harrison Fawcett, Jack Fawcett e Raleigh Rimmell. O Cel. Fawcett teria advertido crianças da aldeia que, por sua curiosidade, ficavam perto de seu acampamento tocando nos objetos pessoais dos exploradores. A conduta do coronel, no entanto, não teria agradado os pais das crianças resolvendo, assim, responder àquela conduta ofensiva do visitante. Jack e Rimell teriam sido flechados e descartados no rio. O Cel. Fawcett teria sido morto com golpes de borduna e enterrado numa cova raza rente a uma árvore.

Diante desta declaração, Cláudio e Orlando Villas Bôas localizaram o local onde teria sido morto o explorador inglês. Lá foram achados ossos humanos e objetos pessoais evidentemente de nossa sociedade como: faca, botões e pequenos objetos metálicos. Teria, assim, terminado o mistério do desaparecimento do explorador inglês. A ossada passou por inúmeros testes, no Brasil e Inglaterra, mas não se chegou a uma conclusão satisfatória. Atualmente, os ossos achados em 1952 pelos Villas Bôas encontram-se no Instituto Médico Legal da Universidade de São Paulo. Foi realizado o exame de DNA mitocondrial mas a família Fawcett se recusa a submeter-se a este exame.

Em 1996 os índios da tribo Kalapalo capturaram uma expedição que visava solucionar o mistério e somente os liberaram após eles declararem desistência.

SERÁ QUE ELES NÃO QUERIAM ESCONDER ALGUMA COISA??!!

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Fonte e links: Wikipédia